Digamos que esses fatos infindos são os que mais ferem! Ferem a alma e o resultado: Saudade!
Não digo saudade de alguém, digo saudade de tempos. Saudade de viver um momento de plenitude e paz, de decisões claras...
Não dever nada. Absolutamente nada pra ninguém.
Já são 808 dias carregando essa bagagem. E não haja quem saiba desse peso como eu.
Pode até parecer que eu perdi a fé, que eu sinto inveja e que quero causar ódio pelas minhas atitudes. Mas não! O que eu quero é viver esse sonho de ti, esse polêmico sonho de ti...
Desculpe-me se falo o que não devo, ou se jogo essa coisa de sentimento em um texto que não deveria ter sentindo- como este- mas é a única forma que eu encontro de deixar um pouco pra trás o que igualmente não deveria existir.
O ‘q’, é o que fazer a partir daqui?
Ignorar?Largar mão do discernimento e correr atrás da minha felicidade?
Ou simplesmente continuar com essa farsa?
Sinceramente, eu não sei!
Eu deveria pensar pela lógica e ir atrás daquilo que quero. Esquecer dos outros, dos problemas e me jogar na idéia de que a vida é curta, mas a espera é longa. E em algum desses dias que virão eu vou me arrepender de não ter arriscado!
Let it be! Se for pra acontecer, “que seja doce”...
“... Você me faz querer viver e o que é nosso está guardado em mim, e em você. E apenas isso basta...”.
"Por te falar eu te assustarei e te perderei? Mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia."
quarta-feira, 11 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Sonhos Perdidos
Todos os dias eu volto pra esse ‘lugar’, me sinto agora como uma árvore no outono perdendo a cor. Perdendo tudo aquilo que dava vida pra mim mesma. Falo isso, porque o que me ocorre agora é estar jogando ao vento meu maior desejo de felicidade.
Essa vida é mesmo bandida, mas muito mais do que ela foi as minhas escolhas, que me trouxeram pra esse inferno astral e pra essa falta de realização.
Incrível como o meio interfere no meu coração... Tantas são as coisas que eu deixo de fazer por medo do julgamento, ou por saber distinguir o certo do errado.
Errado, é eu ter esse desejo. Essa coisa qualquer, tão forte que pode até me condenar e me deixar no fundo desse precipício que eu estou em frente. Mas - quem sabe, num desses encontros – a vida poça me presentear, até mesmo me trazer de novo essa coisa de sonhar.
Já me condenei tanto, por ter isso dentro do coração, mas ao mesmo tempo eu me perdôo por acreditar que eu não mando nesses negócios de sentimento (tormento). Que tudo não passa de um jogo de sorte ou azar que o caminho nos coloca pra ver até onde vai nosso discernimento.
Confesso que é essa palavra que me trás tanta angústia. Causa dela que eu largo tudo, jogo as esperanças e me conformo com as lembranças. Não quero essa loucura me acompanhando, eu sei que te preciso - Meu sonho perdido – Mas tudo se ajeita, ou a gente se encontra num futuro distante, ou o coração se obriga, e aceita!
Essa vida é mesmo bandida, mas muito mais do que ela foi as minhas escolhas, que me trouxeram pra esse inferno astral e pra essa falta de realização.
Incrível como o meio interfere no meu coração... Tantas são as coisas que eu deixo de fazer por medo do julgamento, ou por saber distinguir o certo do errado.
Errado, é eu ter esse desejo. Essa coisa qualquer, tão forte que pode até me condenar e me deixar no fundo desse precipício que eu estou em frente. Mas - quem sabe, num desses encontros – a vida poça me presentear, até mesmo me trazer de novo essa coisa de sonhar.
Já me condenei tanto, por ter isso dentro do coração, mas ao mesmo tempo eu me perdôo por acreditar que eu não mando nesses negócios de sentimento (tormento). Que tudo não passa de um jogo de sorte ou azar que o caminho nos coloca pra ver até onde vai nosso discernimento.
Confesso que é essa palavra que me trás tanta angústia. Causa dela que eu largo tudo, jogo as esperanças e me conformo com as lembranças. Não quero essa loucura me acompanhando, eu sei que te preciso - Meu sonho perdido – Mas tudo se ajeita, ou a gente se encontra num futuro distante, ou o coração se obriga, e aceita!
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Nem preciso esconder,
no meu coração tem uma marquinha que dói, um pontinho que pensa, e um amor colado com super-bonder. tem também umas recordações de uns fatos infundados e uma porção de chatos que eu amo!
no meu coração, meu amor por ti toma conta de meio espaço. um espaço em azul, a cor do lápis que escrevi o teu nome. e por ti ele bate, tanto, - tanto, - tanto. uma melodia toda vez que te abraço.
no meu coração, toda vez que te abraço cresce uma planta. uma planta resistente, que só tende a melhorar. seus frutos tomam conta de mim, e me faz transparecer diante de tamanha alegria de viver.
no meu coração, está você! você que há tanto surgiu, e tão pouco se instalou em mim. Você que me faz sorrir, que me faz amar, e acreditar que nada é por acaso e vale a pena sonhar.
no meu coração - ah! Eu nem preciso esconder - o que somente precisa, é um pouco de você!
no meu coração, meu amor por ti toma conta de meio espaço. um espaço em azul, a cor do lápis que escrevi o teu nome. e por ti ele bate, tanto, - tanto, - tanto. uma melodia toda vez que te abraço.
no meu coração, toda vez que te abraço cresce uma planta. uma planta resistente, que só tende a melhorar. seus frutos tomam conta de mim, e me faz transparecer diante de tamanha alegria de viver.
no meu coração, está você! você que há tanto surgiu, e tão pouco se instalou em mim. Você que me faz sorrir, que me faz amar, e acreditar que nada é por acaso e vale a pena sonhar.
no meu coração - ah! Eu nem preciso esconder - o que somente precisa, é um pouco de você!
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Vai com Deus, vai em paz.
Carregando a saudade sozinha, olhando pela janela e vendo somente a chuva que começa a passar. O adeus engasgado, e a lembrança remota dos poucos momentos que passei junto a ele. “Minha filhinha, vai lá em casa me cuidar” – “Eu vou sim, Vô”. E agora não há mais tempo para isso. Eu devo ter me atrasado, e esquecido o quão é escasso a vida por aqui. Onde quer que ele esteja eu sei que é melhor do que aqui, mas a saudade de ouvir aquele sotaque alemão vai ser eterna pra quem foi deixado. De herança me restaram o exemplo de honestidade, e o carinho com que sempre dedicava a mim nos raros momentos que lhe permiti. Vai com Deus Vô, vai em paz. Mas vai incompleto. Porque deixaste em mim meia parte de ti. Ich Lebie Dich.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Ponto Final
Ao retornar, percebi que já não lhes bastavam as palavras e fui colocando a pontuação. Fui puxando o desenho amassado de dentro da mochila, aconselhando-a a seguir o seu caminho:
“Na vida temos duas escolhas, meu bem. Ou o caminho certo, ou o errado, mas isso depende dos olhos quem vê.” - Depressa foi me tirando das mãos a linda imagem do garoto, pegou também um lápis cor-de-boca, com o qual traçou um grande ponto final.
Não bastava mais escrever, era preciso atitude. Por isso observei atentamente o que a moça estava indo fazer.
O mundo todo parou.
Ouviam-se apenas as batidas cardíacas dela, que fazia com que o garoto compusesse uma canção. Ele falava-lhe sobre escolhas, sentimento, sentia igualmente o medo da perda, poderia parar o coração.
“Agora é adeus. Recebe?” – falou ela ao soluçar. E foi assim, que eu despertei. Quando acordei do sonho, eu resolvi mudar: “Agora eu vou escrever, desisti de sonhar’”. Assim, eu contei a todos o sonho que durou dois anos, pura ilusão. Acabei com ele através de uma canção. Como a moça do sonho, agora eu vou pontuar, viver minha vida real e parar então, de apenas sonhar.
“Na vida temos duas escolhas, meu bem. Ou o caminho certo, ou o errado, mas isso depende dos olhos quem vê.” - Depressa foi me tirando das mãos a linda imagem do garoto, pegou também um lápis cor-de-boca, com o qual traçou um grande ponto final.
Não bastava mais escrever, era preciso atitude. Por isso observei atentamente o que a moça estava indo fazer.
O mundo todo parou.
Ouviam-se apenas as batidas cardíacas dela, que fazia com que o garoto compusesse uma canção. Ele falava-lhe sobre escolhas, sentimento, sentia igualmente o medo da perda, poderia parar o coração.
“Agora é adeus. Recebe?” – falou ela ao soluçar. E foi assim, que eu despertei. Quando acordei do sonho, eu resolvi mudar: “Agora eu vou escrever, desisti de sonhar’”. Assim, eu contei a todos o sonho que durou dois anos, pura ilusão. Acabei com ele através de uma canção. Como a moça do sonho, agora eu vou pontuar, viver minha vida real e parar então, de apenas sonhar.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Recebe?
Andei prestando atenção em um dos filos do Homo-Sapiens, é algo como Homo-Apaixonado. Esse que analisei, mais precisamente, do sexo feminino.
Ela me parecia um tanto confusa, com clareza se via em um momento de desespero. Sua respiração ofegante, não deixava eu me enganar sobre que se tratava de um grande amor que não se findou.
Cabisbaixa, as mãos tremulavam ao bater nos teclados, um lápis e um papel ao lado, onde traçava um rosto conhecido.
Parecia meio sem postura, concluí que fosse pela imensa carga de culpa que trazia. Um misto de amor, com impossibilidade.
Depois de um tempo, olhei no fundo dos olhos e ela lacrimejava, senti-me constrangida ao perguntar o que havia acontecido. Logo mais quem chorava era eu.
Ela olhava fixamente para a tela, o coração pulsava tanto, que parecia ritmar uma canção. Nos seu olhar refletia as seguintes palavras, que pude ler nitidamente: “Eu Te Amo! Recebe?”.
Então, relatou-me desse velho amor. Eu tampava os ouvidos e fechava os olhos. Na verdade eu não queria saber, eu fingia que não era pra mim, porque doendo nela, doía em mim.
Tudo se calou naquele momento. Foi estranho quando olhei para a folha ao lado, e percebi que me eram conhecidos os traços daquela pessoa. Recolhi então o desenho, guardando em uma mochila que levava comigo.
Chegara a hora de eu partir. Olhei para e moça, estendi a mão até ela, lhe dizendo que não era necessário usar a mochila que pulsava pra resolver, a razão que trazia na sua cabeça, bastaria para cessar a dor.
Voltei-me para tela, tentando enxergar, desta vez, o que havia escrito, pude ver apenas: “Recebe?”.
Parti. Abandonei-a ali, com tanto sentimento, que não era meu, mas que mesmo assim me fazia sofrer. Fiquei pensante, com as batidas do coração tão ofegante quanto à da guria que deixara para trás.
Afinal, quem era ela? Sobre o desenho não há dúvidas que é você! Vai reler o texto, ou não vai receber?
Ela me parecia um tanto confusa, com clareza se via em um momento de desespero. Sua respiração ofegante, não deixava eu me enganar sobre que se tratava de um grande amor que não se findou.
Cabisbaixa, as mãos tremulavam ao bater nos teclados, um lápis e um papel ao lado, onde traçava um rosto conhecido.
Parecia meio sem postura, concluí que fosse pela imensa carga de culpa que trazia. Um misto de amor, com impossibilidade.
Depois de um tempo, olhei no fundo dos olhos e ela lacrimejava, senti-me constrangida ao perguntar o que havia acontecido. Logo mais quem chorava era eu.
Ela olhava fixamente para a tela, o coração pulsava tanto, que parecia ritmar uma canção. Nos seu olhar refletia as seguintes palavras, que pude ler nitidamente: “Eu Te Amo! Recebe?”.
Então, relatou-me desse velho amor. Eu tampava os ouvidos e fechava os olhos. Na verdade eu não queria saber, eu fingia que não era pra mim, porque doendo nela, doía em mim.
Tudo se calou naquele momento. Foi estranho quando olhei para a folha ao lado, e percebi que me eram conhecidos os traços daquela pessoa. Recolhi então o desenho, guardando em uma mochila que levava comigo.
Chegara a hora de eu partir. Olhei para e moça, estendi a mão até ela, lhe dizendo que não era necessário usar a mochila que pulsava pra resolver, a razão que trazia na sua cabeça, bastaria para cessar a dor.
Voltei-me para tela, tentando enxergar, desta vez, o que havia escrito, pude ver apenas: “Recebe?”.
Parti. Abandonei-a ali, com tanto sentimento, que não era meu, mas que mesmo assim me fazia sofrer. Fiquei pensante, com as batidas do coração tão ofegante quanto à da guria que deixara para trás.
Afinal, quem era ela? Sobre o desenho não há dúvidas que é você! Vai reler o texto, ou não vai receber?
terça-feira, 1 de abril de 2008
Azul Cor-do-Céu
E eu te falei do meu medo. Eu tinha pegado na tua mão com tanta insegurança, como se tudo aquilo fosse errado. Como se de repente as coisas saíssem dos seus lugares, revertessem seus papeis. Mas eu nunca neguei. Eu nunca neguei de que você é tão azul, como as cores do teu olho, visto de tão perto. Como mutantes, nós mudamos nossos destinos juntos. Você tocou na minha mão, me fazendo girar. Em tantas cores, que jamais havia visto. Eu falava de muito, de muito tempo, de tantas horas, e você me olhava. Inundava-me com teu mar. Então eu olhei pra trás, e nós tínhamos ficado estáticos naquele momento, pra que aquilo fosse pra sempre. Sem dizer nada, mas expressando em muito todas as coisas que passava pela nossa rua. Eu olhava para as luzes dos carros, e você me olhava com luzes no olhar. Naquele dia, o sol nasceu mais tarde, pra que eu não despertasse do sonho. E então pelo reflexo do espelho eu pude ver o ritmo com que minhas pálpebras piscavam, e se ascendiam diante da radiante felicidade com que as batidas do meu coração estavam sintonizadas. Em segundos, olhei-me de novo e pude lembrar dos momentos que doloridamente caiam lágrimas dos olhos- não dos meus, mas sim do meu reflexo no espelho. Transparecia em mim as dores que estavam se indo, e levando consigo todas as minhas palavras.
Agora não há nada, além de um coração que bate, e de um Q.I. frustrado. Você me deixou tão azul que eu prometo estar ao seu lado. Você será pra sempre o meu céu, e eu serei sempre teu sol. Nós iremos arriscar. Você me ganhou. Por que aquele dia tão triste, aquelas noites tão frias, simplesmente acabou.
“Que seja doce.”
Agora não há nada, além de um coração que bate, e de um Q.I. frustrado. Você me deixou tão azul que eu prometo estar ao seu lado. Você será pra sempre o meu céu, e eu serei sempre teu sol. Nós iremos arriscar. Você me ganhou. Por que aquele dia tão triste, aquelas noites tão frias, simplesmente acabou.
“Que seja doce.”
Assinar:
Postagens (Atom)