quarta-feira, 25 de junho de 2008

Sobre biscoitos


Ao provar durante dois dias seguidos diferentes tipos de biscoitos, finalmente posso escrever esse texto com dados confirmados pelo meu paladar.
Pra começo de conversa peguei os biscoitinhos mais lindos, perfeitos, maravilhosos, com aquela ‘cara’ de dar água na boca, em fim, o biscoito mais vendido, mas desejado por todo mundo. Comi uns dois desse, porém logo no terceiro eu comecei a sentir um gosto enjoativo que me faz desistir dele e de todo o pacote.
Na tarde deste mesmo dia provei outra modalidade, os conhecidos popularmente como ‘água e sal’. Comi o pacote inteiro, e descobri que não me matava a fome.
Cansada de comer tanto biscoito- para escrever somente um texto- eu resolvi deixar o resto para outro dia...
24/06/2008- 7h25min. Provei os biscoitinhos caseiros que a minha mãe costuma comprar toda sexta-feira. Eram feios, tortos, e não tinha pacote. Por incrível que pareça, foram os melhores que havia provado. O ingrediente que eu pude sentir não foi com o paladar, mas com a alma. Eu sentia trabalho honesto e uma sensação de muito amor.
Tudo isso pode parecer coisa de loco – e é; mas é a mais pura realidade! A moral da história, é que os biscoitinhos mais lindos nos dão prazer momentâneo, e depois se perdem em meio aos clichês. Os biscoitos ‘água e sal’, são saudáveis, mas não sustentam o que precisamos por necessidade humana. Já os biscoitinhos caseiros, apesar de feios, tortos e imperfeitos em sua estética são os que mais saciam os nossos desejos, a nossa fome e sempre deixa com gostinho de ‘quero - mais’.
UM APELO, UM APELO! Guardar biscoitos no bolso vai ocasionar um desperdício enorme, pois certamente vai apodrecer logo. Mas já que insiste, cuide bem do seu, só preste atenção na qualidade do recheio! ;)

domingo, 15 de junho de 2008

C.F.A.

"Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa"
Palavras de Caio Fernando= A tradução do que sou eu!

sábado, 14 de junho de 2008

Das insanidades

E da minha sanidade restou apenas um gostinho de leve daqueles chás da madrugada.
Do meu Q.I. não resta nada, na verdade.
Das minhas leituras apenas a saudade de cada personagem que me identifiquei.
Essa vida é mesmo insana, tanto quanto as coisas que falo, re-falo, insisto! Eu não posso ser clara em uma explicação, as ocorrências do último outubro definiram claramente o ritmo da canção que me embalaria até os dias de hoje. Pode parecer um tanto cômico, mas eu sinto curiosidade em saber se a obra da minha vida é uma conquista própria, ou uma mera coincidência ocasionada pela estrada.
Eu sempre fui muito preocupada com esses negócios de diferença, mas a única coisa que conquistei foi exatamente o que chamamos de indiferença. Sei lá, tenho achado essas coisas de pecados meio relativas, seria um efeito do meu mal. Mas sabe, ninguém tem controle totalmente de si e muito menos alguém que tanto diz da suas loucuras, tormentos. E digo mais, é muito bom não ser perfeita - divinamente perfeita. Afinal, ninguém inveja a imperfeição.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

"Cedo ou Tarde?"

Digamos que esses fatos infindos são os que mais ferem! Ferem a alma e o resultado: Saudade!
Não digo saudade de alguém, digo saudade de tempos. Saudade de viver um momento de plenitude e paz, de decisões claras...
Não dever nada. Absolutamente nada pra ninguém.
Já são 808 dias carregando essa bagagem. E não haja quem saiba desse peso como eu.
Pode até parecer que eu perdi a fé, que eu sinto inveja e que quero causar ódio pelas minhas atitudes. Mas não! O que eu quero é viver esse sonho de ti, esse polêmico sonho de ti...
Desculpe-me se falo o que não devo, ou se jogo essa coisa de sentimento em um texto que não deveria ter sentindo- como este- mas é a única forma que eu encontro de deixar um pouco pra trás o que igualmente não deveria existir.
O ‘q’, é o que fazer a partir daqui?
Ignorar?Largar mão do discernimento e correr atrás da minha felicidade?
Ou simplesmente continuar com essa farsa?
Sinceramente, eu não sei!
Eu deveria pensar pela lógica e ir atrás daquilo que quero. Esquecer dos outros, dos problemas e me jogar na idéia de que a vida é curta, mas a espera é longa. E em algum desses dias que virão eu vou me arrepender de não ter arriscado!
Let it be! Se for pra acontecer, “que seja doce”...

“... Você me faz querer viver e o que é nosso está guardado em mim, e em você. E apenas isso basta...”.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Sonhos Perdidos

Todos os dias eu volto pra esse ‘lugar’, me sinto agora como uma árvore no outono perdendo a cor. Perdendo tudo aquilo que dava vida pra mim mesma. Falo isso, porque o que me ocorre agora é estar jogando ao vento meu maior desejo de felicidade.
Essa vida é mesmo bandida, mas muito mais do que ela foi as minhas escolhas, que me trouxeram pra esse inferno astral e pra essa falta de realização.
Incrível como o meio interfere no meu coração... Tantas são as coisas que eu deixo de fazer por medo do julgamento, ou por saber distinguir o certo do errado.
Errado, é eu ter esse desejo. Essa coisa qualquer, tão forte que pode até me condenar e me deixar no fundo desse precipício que eu estou em frente. Mas - quem sabe, num desses encontros – a vida poça me presentear, até mesmo me trazer de novo essa coisa de sonhar.
Já me condenei tanto, por ter isso dentro do coração, mas ao mesmo tempo eu me perdôo por acreditar que eu não mando nesses negócios de sentimento (tormento). Que tudo não passa de um jogo de sorte ou azar que o caminho nos coloca pra ver até onde vai nosso discernimento.
Confesso que é essa palavra que me trás tanta angústia. Causa dela que eu largo tudo, jogo as esperanças e me conformo com as lembranças. Não quero essa loucura me acompanhando, eu sei que te preciso - Meu sonho perdido – Mas tudo se ajeita, ou a gente se encontra num futuro distante, ou o coração se obriga, e aceita!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Nem preciso esconder,

no meu coração tem uma marquinha que dói, um pontinho que pensa, e um amor colado com super-bonder. tem também umas recordações de uns fatos infundados e uma porção de chatos que eu amo!
no meu coração, meu amor por ti toma conta de meio espaço. um espaço em azul, a cor do lápis que escrevi o teu nome. e por ti ele bate, tanto, - tanto, - tanto. uma melodia toda vez que te abraço.
no meu coração, toda vez que te abraço cresce uma planta. uma planta resistente, que só tende a melhorar. seus frutos tomam conta de mim, e me faz transparecer diante de tamanha alegria de viver.
no meu coração, está você! você que há tanto surgiu, e tão pouco se instalou em mim. Você que me faz sorrir, que me faz amar, e acreditar que nada é por acaso e vale a pena sonhar.
no meu coração - ah! Eu nem preciso esconder - o que somente precisa, é um pouco de você!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Vai com Deus, vai em paz.

Carregando a saudade sozinha, olhando pela janela e vendo somente a chuva que começa a passar. O adeus engasgado, e a lembrança remota dos poucos momentos que passei junto a ele. “Minha filhinha, vai lá em casa me cuidar” – “Eu vou sim, Vô”. E agora não há mais tempo para isso. Eu devo ter me atrasado, e esquecido o quão é escasso a vida por aqui. Onde quer que ele esteja eu sei que é melhor do que aqui, mas a saudade de ouvir aquele sotaque alemão vai ser eterna pra quem foi deixado. De herança me restaram o exemplo de honestidade, e o carinho com que sempre dedicava a mim nos raros momentos que lhe permiti. Vai com Deus Vô, vai em paz. Mas vai incompleto. Porque deixaste em mim meia parte de ti. Ich Lebie Dich.