segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Dos desabafos


Ao contrário do que tu pensas, eu não me importo com beleza, não tenho pretensão de enriquecer superficialmente e nunca fiz nada com intenção de humilhar alguém e muito menos de ferir qualquer pessoa que fosse. Bem pelo contrário, deixei de fazer MUITAS coisas pra não ferir ninguém, porque o que aprendi é o que ponho em prática: respeito.
E gosto dessa palavra, coisa de gente humana, de quem tem beleza interior. Essa sim me importa. E se tu a tratas como ofensa, pra mim é recompensa pelas atitudes que tomei com coração sincero e me preocupando com quem estava à volta.
Sei que quem mais guardei nessa vida, hoje, pode até me difamar, mas aqui dentro, mesmo com a dor de ter me privado de certa felicidade, não me arrependo de nada. O mundo seria algo mais bonito se tudo o que acontecesse nele fosse feito com humildade.
Frieza não leva ninguém a lugar algum.
Frieza atrasa a vida.
Se privar de quem ama, te leva pro poço.
As coisas são conquistadas através do amor. A sensibilidade é nada mais, nada menos do que a maior qualidade do sucesso. De nada vale conquistar dinheiro e virar nome de rua se no final da vida o que vai ter valido a pena é o amor. Esse, tu levarás pra eternidade.
Sou aquilo tudo que vocês podem ver.
Transparência: esse o é meu lema.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Novilúnio


E é exatamente nessas horas que eu amo as flores. Puras em si. Quando solitárias brilham mais, é como se o sol focasse todo o seu brilho em uma única vida. Flores são divindades. Por algumas vezes, relíquias de um amor antigo, de um beijo que se perdeu na imensidão do calendário.

Agora, eu não sou flor. Por vezes me sinto. Logo em seguida, caio em uma rede de asas e me vejo impura. Não sou flor, mas há algo que me ilumina. Uma lágrima divina, um arco-íris solitário na sombra de um sorriso amarelo que um dia tu deixaste.

Meu romance é primavera, que separa dois tempos: um que foi e outro que vem. O momento que nasço, é o momento que me calo, quando essa vontade de jogar fora me mata um pouco mais.

Eu não sou flor, mas queria ser.
Flor quando morre volta mais linda e não esquece seu papel de embelezar. Eu quando morro, volto chorando e sempre esqueço o meu papel de soletrar...
qualquer coisa. Sobre flor!
Não saberia mais escrever, se não fosse o teu amor!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

I love potatoes


Eu sou fake sim. Porque não? Tudo não passa de um jogo de marketing mesmo. Sou uma fachada rosada de simpatizantes GLS. Talvez eu seja apenas uma luz neon que se apaga quando a festa termina ou quem sabe uma das cores do arco-íris na bandeira colorida.

Posso ter tudo, e tenho. Mas posso não ser nada.

Reticências. Posso ser! Indico ironia. Sou suspensão de pensamentos. Mas ainda sei me denominar, ao contrário de você que mal sabe criticar. Eu fui teu sonho, sei, tu fostes o meu também, mas os sonhos, como purpurinas, cintilam muito em um intervalo curto de tempo. Todos eles voam, se desfazem, ao contrário de mim: ótima e anti-transpirante.

Você quem decide, a verdade está dita, enquanto ela ama baleias eu amo batatas fritas!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

AMANHÃ!


- Até hoje, qual foi o dia mais feliz da sua vida?

Sinceramente, não esperava tal pergunta, considerando que esta veio de uma criança de nove anos. A vida dela não é nada idealizada e a minha - talvez seja.

- Hum... foi hoje! ( mentira) E amanhã eu vou dizer a mesma coisa.

- Ah, então todo dia vai ter que ser 21 de setembro. – e sorriu inocente.

Naquele piscar de olhos minha cabeça já tinha dado nó. E pra ajudar, ela ainda me conta que o dia mais feliz da vida dela foi quando ela escreveu a sua primeira história. E mais: a próxima história se chamará “Suspeitos”.
Vai dizer, suspeitos somos nós que vivemos alienados nessa vida sem sonhos, descontentes do hoje, a mercê do destino. Felizes são aqueles que têm a grandeza dos olhos de uma criança, que escreve suas histórias, formula suas perguntas e que sabe de quem suspeitar.
Eu, particularmente, suspeito da minha fraqueza, que de repente se tornará fonte - se tornará porto. E suspeito, finalmente, que amanhã vou dizer ser o dia mais feliz da minha vida.
Amanhã, voltarei a ser criança e escreverei minhas próprias histórias. Surpreendentemente lindas.

sábado, 5 de setembro de 2009

Tente mais tarde (ou deixe recado)


Alô? Alguém pode me ouvir? Juro que não me estenderei por mais de 5 minutos...

Ah, oi! Que bom, Tu estás aí. O que eu queria Lhe falar começa assim:

Minha vida tem desabado, e nem pilares maciços de 22 quilates à lá Burj tem suportado minha estrutura. Não, não estou chorando, nem nada. Só estou pensando sem rumo e precisava dividir com alguém o meu processo mental. Sabe, tenho visto a vida como uma folha de outono, que seca, fica sem cor, de repente se desfaz e o vento leva pra longe cada pedacinho do que vivenciei. As coisas estão chegando ao fim, mas eu continuo ótima, e incomodando pra caralho (com o perdão da palavra). O fim está para o começo assim como eu estou para a vida.
E a minha vida nem começou, é apenas um ensaio, não é? Aqueles ensaios em que você se autocrítica o tempo todo, e consegue enxergar os erros fácim. Pois é, eu sei que Tu já não estás entendo da missa a metade. E se quer saber, nem eu tenho entendido mais. Fico pensando na minha covardia diante da beleza desse mundo florido, fico pensando na minha preguiça pra recomeçar, fico pensando se devo dizer ‘amém’ ou ‘que assim seja’ pra terminar essa conversa. Bom, pode ser que diga ‘amém’ para terminar minha agonia. E olha, agosto já passou...

Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens e estará sujeito a cobranças após o sinal.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Breve Vida


Vivi minha vida numa bela confusão. Houve dias em quem me enrolava sobre a coberta, fechava os olhos, ringia os dentes e me mandava embora. Não que eu não gostasse de mim, mas às vezes eu me confundia, me irritava e até mesmo me conduzia a fazer coisas que eu não queria.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Script


Era uma madrugada fria e Vick dormia feito um anjo. O dia amanheceu, seus sentidos começaram a voltar, a imagem cerebral clareava lentamente e timidamente seu olhos verdes se abriam. Vick era uma menina correta, nunca havia errado, transgredido ou sequer cometido alguma loucura. Ela vivia fielmente o script, tinha a vida ideal.
Levantou-se da cama quente, enquanto seu corpo esfriava. Vestiu-se e foi se arrastando até o banheiro. Lavou seu rosto delicado de menina pouco maior de idade e seguiu para a cozinha onde tomaria um café.
Encostada no balcão da cozinha, onde havia um vaso com flores brancas, as quais ela chamava amorosamente de ‘flores do paraíso’, Vick ameaçava dar o primeiro gole no café com leite.
A campainha toca, a xícara se quebra.
- Vim terminar a conversa.
- Não há mais o que falar, já chega dessa ameaça. O que meus pais vão pensar? Eu não sou assim, você não pode me obrigar.

Vick tinha um segredo tão secreto, que até ela mesmo, por vezes, se esquecia. Ela amava. E o amor comum, dentro de um plano social, não tem nada de errado. Mas esse, estava fora do script e o mundo não permitia.
Apesar dessa magoa, a menina gostava do mundo, gostava de seus pais, de seus livros, mas o seu coração pulsava fraco e tímido, inibido por esse vício de seguir a risca.

Ela não era feliz porque o script era contra ela.

Vick despiu-se e na solidão daquele apartamentinho, em frente a padaria, e voltou a dormir. Seus sentidos se iam, seu amor morria, sua imagem cerebral escurecia e seus verdes olhos se recolhiam feito a lua quando foge do sol.
A vida foi ficando cada vez mais doída e as flores do paraíso se encolhiam. Enquanto isso, o mundo a chamava de menina dos olhos de Deus por seguir o plano divino. Cada dia que se findava Vick se escondia mais. E o sofrimento, meus caros, é o que chamamos de medo. O medo da sentença.
Hoje não tenho mais noticias de Vick. Alguns dizem que morreu de amor e que seu namorado jogou no lixo as lindas flores do paraíso. Outros dizem que Vick fugiu com seu amor secreto, e que as flores brancas do paraíso foram pintadas de amarelo, para que ninguém imaginasse que fossem as flores da cozinha.
E o script? Continua livre, enquanto milhões de pessoas perdem suas vidas com medo do julgamento. Até quando? Me responde você.