domingo, 13 de julho de 2008

Uma despedida, apenas.


Oi. Eu diria.
Você pegou tuas coisas, com as mãos cansadas. Cansadas de segurar aquilo que já não era mais seu. Se foi a tanto.
Ela sorria. E o sorriso era para afastar quem não a quisesse ver feliz.
Tem uma estrada logo aí na frente, mas o céu já não está mais azul como à três quarteirões atrás. Ao longo dessa, deixaste cair muitas cores, dentre elas TRANQÜILIDADE. Azul!
Resta-lhe agora, apenas verde. Um lápis velho, muitas vezes esquecido e desapontado. A de sempre: ESPERANÇA.
A garota que acreditou em tantos contos de fadas, mesmo sabendo que nem sempre eles teriam finais felizes – pelo menos no mundo real -, mas ela sempre preferiu fantasias, o que seria da vida se não fosse à magia de sonhar?
Diga a ela sobre beleza. Interior. Conte-lhe sobre grandiosidade, a sua imperfeição perfeita. Convença-a não parar tão cedo, permanecer inundada no seu sorriso, mesmo que por dentro a lágrima da saudade, decepção a tormenta como nunca.
À você, que seja feliz, de preferência em boa companhia.
Já ela, sempre se virou com a solidão – até a cai bem-. Sonhou, chorou, mas é feliz e vazia também! Parece incrível, mas ela ainda está sorrindo.

Adeus, amor! Fui. Não volto jamais.

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13 de julho de 2008, às 4h e 15 min da manhã.

Um comentário:

izadora disse...

Um dos textos mais bem elaborados, e esclarecidos tanto que intendi só de ler uma vez, demais.
amiga, tu é um exemplo e eu te amo muito, sem explicação.